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sábado, 9 de setembro de 2017

Perfectus II - Capítulo 10: "Eu serei o super-herói que você jamais será"

2024

À noite, Alan dirige até a casa Melanie, que fica perto de uma estação de metrô. Ela desce as escadas que ficam em frente da porta de sua casa trajando um vestido justo que destaca o seu quadril e um decote que destaca os seus seios. Ela abre a porta e entra no carro. Alan dá a partida e ultrapassa o sinal vermelho, quase batendo em outro carro.
Eles estacionam em um local próximo ao Central Park:
 - Pensei que a gente fosse para um lugar melhor. – diz Melanie decepcionada.
- A gente podia fazer aqui no carro.
- Mas e se aparecer alguém?
- Assim fica mais excitante. – diz ele beijando o pescoço dela.
- Alan, eu não quero fazer aqui.
- Escuta aqui! – diz ele agarrando com força os braços dela.
- Você tá me machucando.
- Ótimo. Vamos fazer aqui e agora, entendeu?
- Sim.
- Ótimo.
Os dois começam a se beijar apaixonadamente, começando a se despir. Enquanto Alan fica cada vez mais excitado, louco para penetrar Melanie, ela nota que alguns metros à frente há alguém parado encarando-os:
- Quem é aquele? – pergunta ela.
- Deve ser um sem-teto. – diz Alan.
Alan liga o carro e acende os faróis:
 - O que você vai fazer?
- Só dar um susto.
Alan pisa no acelerador, estando prestes a atropelar o sujeito. No entanto, o sujeito atinge o carro com uma rajada, fazendo-o capotar. O carro fica de ponta-cabeça. Alan e Melanie estão apenas um pouco atordoados, mas sem algum ferimento grave. Eles ouvem o sujeito andar até o carro e o veem arrancando a porta do motorista, agarrando e lançando-a contra outro carro. Melanie começa a gritar de desespero, implorando por socorro.
Alan se levanta e tenta correr, mas o sujeito o pega pelo braço, quebrando-o, e o joga no chão, dando um chute na barriga de Alan que o arremessa dois metros longe dali. Alan começa a se rastejar para tentar escapar, mas o sujeito o pega pela perna e começa a socar Alan, socá-lo com uma fúria assustadora. Ele sente como se estivessem batendo nele com blocos de cimento, cada soco machucando seu corpo, como se seus osso estivessem sendo esmagados.
Em meio ao ataque ele perde os sentidos, mas é capaz de ouvir gritos e sirenes, até que tudo fica em silêncio. E então ele abre os olhos, vendo uma luz, a luz vinda de uma lâmpada em um teto branco. Ele olha ao redor, percebendo que aquele não é o quarto dele. Ele se levanta e um homem negro entra no quarto:
- Alan Garrett, eu sou o Agente Gregory Jones do Departamento de Atividades Extra Especiais. Precisamos conversar.
- Onde eu estou?
- Hospital New Life. Esteve aqui por mais de um mês.
- Um mês? Espera, por que eu estou aqui?
- Você foi brutalmente agredido pelo Voador de Nova York e entrou em coma.
Alan se lembra do que aconteceu, ele se lembra dos golpes furiosos do Voador quase quebrando seus ossos:
- Eu me lembro. Você disse que eu estive aqui por mais de um mês, mas eu estou bem. Eu não deveria ter demorado mais que isso para me recuperar?
- Sim. E já que você está bem se vista, pois temos que ir para outro lugar.
- Onde?
- Se vista o mais rápido possível, Sr. Garrett. Agora
- De onde você é? – pergunta Alan começando a se irritar com Jones.
- Divisão de Atividades Extra Especiais, ou simplesmente DAEE.
- E o que vocês querem comigo?
- Apenas conversar sobre como você se recuperou. E também se você está disposto a querer fazer o Voador pagar pelo que ele fez a você.
- Por mais que eu gostaria de matá-lo, eu não posso.
- Não pode? Olhe suas mãos.
Alan então olha para suas mãos e vê uma aura elétrica envolvendo elas:
- Mas o que é isso?
- Venha comigo e você saberá.
Alan se troca de roupa e se encontra com Jones que o leva até o telhado do New Life onde há um helicóptero esperando eles. Ele não sabe o que está acontecendo, mas está gostando. Após entrar no helicóptero junto com Jones, ele observa o telhado do New Life diminuindo de tamanho à medida que o helicóptero aumenta a atitude. O helicóptero os leva até à Área 69. Quando o helicóptero para na pista de pouso, Jones o conduz para dentro do complexo.
Eles entram em um uma sala, onde Cassidy Moore está aguardando Alan:
- Sr. Garrett, como vai? – pergunta ela sorrindo.
- Cassidy Moore?
- Eu mesma. – diz ela se levantando e estendendo a mão. Mas Alan, ao invés de cumprimentá-la, apenas pega uma cadeira e se senta.
- O que vocês fizeram comigo? – pergunta ele.
- Por que acha que fizemos algo com você?
- O Voador me socou, fiquei em coma por mais de um mês, acordei bem até demais, tem alguma coisa elétrica em minhas mãos, estou em um laboratório bem afastado, fui trazido por um cara do governo e estou agora diante da mulher que ajudou a criar a cura para o câncer. O que vocês fizeram comigo?
- Você é esperto.
- Claro que sou! E então, o que vocês fizeram comigo? Por que eu estou aqui?
- Em 1965, um projeto chamado Projeto Perfectus foi desenvolvido. Seu objetivo era a criação de um super-humano que pudesse proteger o país, caso a URSS quisesse nos atacar. O projeto foi arquivado, mas foi reaberto depois de 11 de setembro de 2001, e eu fui uma das pessoas que supervisionou o projeto. Infelizmente decidiram encerrar o projeto em 2003 por considerarem extremamente perigoso, mas nós continuamos com ele em segredo. Após vários testes conseguimos chegar à fórmula perfeita. O que bastava era injetar essa fórmula em alguém. Para dar certo esse alguém teria que ser um bebê, pois dessa forma a fórmula teria um efeito melhor.
- Como assim?
- É como se fosse um organismo parasita que se instala no corpo. A diferença é que à medida que ele se desenvolve junto com o hospedeiro, ele confere ao hospedeiro poderosas habilidades. Injetamos a Perfectus no Voador quando ele era um bebê, e usamos o sangue dele para salvar você através de transfusão de sangue.
- Espera, você quer dizer que eu tenho os poderes dele agora?
- Pelo que você disse você está começando a desenvolver os poderes.
- Por que eu? Não que eu esteja reclamando, mas por que eu?
- Queríamos que o Voador... Trabalhasse para nós, mas ele se recusou. E como você foi brutalmente agredido por ele, quase morto, pensamos que talvez você fosse melhor que ele para o trabalho.
- Vocês irão me pagar?
- Sim.
- Então eu estou interessado. Querem que eu o mate?
- Um dia isso terá que ser feito.
- Isso está ficando melhor. – diz ele sorrindo – Quem é ele?
- Você o conhece. Bartholomew Grinstein Granger.
Alan começa a rir, achando que Cassidy está contando uma piada. Mas ao ver que ela está com uma expressão série, ele percebe que ela está dizendo a verdade, ainda que seja difícil de crer que Barry é o Voador, mas no fim faz sentido:
- Foi por isso que ele tentou me matar. Ele é o Voador! Mas por que ele se recusou?
- Porque a Presidente Ford tem planos grandes, e Barry não quis ser parte deles.
- Que planos?
- Bem... – diz ela com pesar em sua voz – O mundo todo.
- Eu estou gostando muito disso.
- E então quer se juntar a nós? Quer ser um super-herói? Quer ter o mundo todo olhando a você com devoção? Quer se vingar de Barry?
- Sim para todas as alternativas.

2025

Após a declaração, Alan é entrevistado por vários canais, contando fatos sobre sua vida, contando sobre como esteve entre a vida e a morte, contando sobre como foi salvo por Nicholas Connery e sobre aproveitar sua segunda chance ajudando o mundo. E toda essa situação deixa Barry bastante furioso, pois agora ele sabe que foi Alan quem se passou por ele e machucou aquelas pessoas.
Dia seguinte. Em frente a Jackson, há vários repórteres e fotógrafos. Os alunos se esbarram uns nos outros querendo ter os seus 15 minutos de fama. Alan, que costumeiramente chega à escola em algum carro conversível, dessa vez chega voando à escola, sendo ovacionado pela multidão e fazendo com que os repórteres e fotógrafos formem um círculo ao redor dele.
Barry, mais tarde, chega à Jackson. Avistando inclusive Megan, que odiava Alan, tirando uma foto com Alan:
- Eu não acredito.
Evelyn vê Barry ali perto e vai falar com ele:
- Oi. – diz ela.
- Oi. Como você tá?
- Bem, obrigada. Mas e você?
- Eu ainda não consigo acreditar.
- Bem, isso explica ele ter mudado.
- Ele não mudou Evelyn, ele tá fingindo. E tá aproveitando enquanto todo mundo tá lambendo as bolas dele. Caralho, até a Megan tá tirando foto com ele!
- As pessoas o adoram. Ele tem sido um herói.
- Ele não é um herói.
Após conversar com os repórteres e tirar fotos, Alan caminha até Barry e Evy:
- Eu fui sincero quando disse que mudei. – diz ele.
- A gente percebeu – diz Evelyn.
- A propósito Barry, queria aproveitar para te pedir desculpas.
- Pelo que? – pergunta Barry,
- Pelas coisas ruins que fiz com você. Eu fiz coisas ruins, mas ganhei uma segunda chance. O Voador de certa forma me matou naquela noite, porque eu renasci. – ele volta o olhar para Barry e coloca sua mão direita em cima do ombro esquerdo dele – E eu agradeço a ele imensamente por isso. – diz ele sorrindo.
No restante do dia na escola, todos os professores param as aulas para parabenizar Alan. O diretor até mesmo prepara um evento surpresa para que todos os alunos vejam Alan dar uma palestra, e em seguida uma homenagem é preparada para ele. O ambiente para Barry fica mais canceroso que site do Buzzfeed. Na saída, Barry caminha para fora da escola e é abordado por Alan:
- O que foi? – pergunta Barry irritado.
- Me encontre no cais em 10 minutos.
- Não temos nada para conversar.
- Temos sim, temos muito que conversar. Cais, em 10 minutos. – diz Alan dando batidinhas no ombro de Barry.
Como combinado Barry chega ao ponto de encontro, se perguntando o que Alan quer falar com ele, mas essa conversa pode ser oportuna, pois Barry tem perguntas a Alan, incluindo o que levou Alan ser parte do plano sinistro de Ford. O seu algoz chega:
- Que bom que veio – diz Alan.
- Você armou para mim! – grita Barry – Você se passou por mim e matou aquelas pessoas!
- Isso já estava nos planos, só aceleramos porque você não quis entregar a Karen para a gente.
- Pra que?
- Acho que você está com raiva. Quer brigar?
- Muito.
- Pois bem... Eu começo! – grita Alan lançando uma rajada na direção de Barry. Barry a detém jogando outra rajada, mas não vê lançar outra e é derrubado – Olha vou te dizer Barry, você me impressionou – diz ele rindo – Não achei que você tivesse colhões para fazer o que você fez comigo. Quando você tentou me matar eu fiquei petrificado de medo, achando que ia morrer mesmo. Claro que os ferimentos que você causou em mim quase me mataram, mas o engraçado é que indiretamente você salvou minha vida.
- Como assim? – pergunta Barry enquanto se levanta.
- Nicholas Connery tinha uma amostra de sangue sua.
- Meu sangue... – assim que as palavras saem de sua boca, Barry se lembra de que semanas depois de ter manifestado suas habilidades, ele havia ido ao New Life fazer exame de sangue – Ele fez uma transfusão de sangue em você, usando o meu sangue.
- Concordo. Somente a amostra foi o suficiente para reviver o Projeto Perfectus e fazê-lo atingir seu objetivo, claro que vamos ter que refazê-lo graças à Karen, mas ao menos já estamos a meio caminho andado.
- Como você aceitou ser parte disso?
- Porque eu quero ser parte disso.
- Ela vai destruir o mundo! Isso é poder demais e ela não vai conseguir controlar esse exército.
- Você não tem visão. Depois que o seu sangue me deu essas habilidades, eu renasci e vi um mundo maior do que ser o cara mais popular da escola. E por isso, Barry, eu te agradeço. Você tentou me matar, mas me mostrou um horizonte de possibilidades. Mas apesar de eu estar agradecido, eu não esqueci a agonia que você me fez passar. Aquilo doeu – ele avança para cima de Barry, aplicando-lhe um soco de direita – doeu muito!
Furiosamente, Barry se levanta avança, agarrando Alan pela cintura. Usando os pés, Alan consegue bloquear o ataque, agarra Barry e o gira, jogando ele e a si mesmo no chão. Em seguida ele aplica várias cotoveladas de direita no rosto de Barry. Com Barry atordoado pelas cotoveladas, Alan se levanta. Barry se levanta novamente e tenta atacar Alan, mas Alan o atinge com uma rajada, fazendo Barry cair no chão:
- Eu esperava mais, mas como sempre eu piso em você. Deve ser tão frustrante ver que o cara que sempre te humilhou se tornou uma das pessoas mais amadas do mundo.
- Você – diz Barry se levantando novamente – não é nada. Não é digno.
- Encare os fatos: Barry Granger é um merda fracassado, o Voador é um criminoso odiado e Alan Garrett é a salvação.
- Salvação é o caralho!
E novamente Barry avança. Alan bloqueia um golpe, mas Barry consegue acertar outro, afundando o seu punho no nariz de Alan. O golpe dói, deixando Alan desnorteado. Aproveitando que Alan está de costas, Barry corre na direção dele para continuar a atacá-lo, mas Alan percebe Barry se aproximando e dá um chute de direita nas costelas direitas de Barry, e depois lançando um chute no rosto dele, fazendo cair:
- Agora isso foi bom! – diz Alan – Você é mesmo bom de luta, mas o mundo não precisa de você, Granger. Eu serei o super-herói que você jamais será.
Alan sai de lá voando. Barry se levanta, limpando o sangue em seu rosto e cerrando os punhos em seguida, com sua raiva pulsando cada vez mais. Ele expressa toda sua raiva, toda a frustração por saber que Evy vai se mudar, que Karen se tornou uma assassina psicótica e por Alan ser o novo queridinho da América, gritando o mais forte que consegue para o horizonte.
Agora é noite, e apesar dos eventos que ocorreram nesta semana, está bem agitada, e isso tudo se deve a revelação de Alan Garrett como novo herói americano. Muitos estão se dirigindo para um dos restaurantes mais caros de Nova York, onde está tendo uma festa em homenagem a Alan e que é também para arrecadar fundos para aqueles que perderam os familiares no New Life. Além de membros da imprensa, algumas figuras políticas e alguns astros de Hollywood também estão presentes, sem contar os amigos de Alan. Até mesmo Dylan aparece, levando Evelyn como sua acompanhante.
Alan está conversando com todos ali, tirando fotos, anotando números de telefone e celular. Ele caminha e se senta a mesa onde estão Dylan e Evy:
- Estão gostando da festa? – pergunta Alan.
- Cara, essa é a melhor festa em que já fui. – responde Dylan.
- Não que o ambiente não esteja bom, mas não é meio cedo para uma festa? – pergunta Evelyn – Aconteceu um monte de coisa ruim recentemente e não parece ser um momento ideal pra isso.
- Na verdade, Evelyn – diz Alan – este é um bom momento para fazer isso. As pessoas precisam ficar calmas, se sentirem seguras.
- Você só está maquiando as coisas.
- Qual é amor! – diz Dylan – Uma festa é boa para acalmar os ânimos.
- Isso! – diz Alan – E não se preocupem com toda essa questão da Karen Witwer.
- E o Voador? – pergunta Evelyn.
- Estamos trabalhando nisso. Mas eu garanto que ambos serão detidos. E como estão os planos para a mudança?
- Los Angeles? – pergunta Dylan.
- Sim.
- Tudo ótimo. E já estamos já quase planejando o casamento, não é gata?
- Sim. – responde Evelyn.
- Eu vou querer ir ao casamento.
- Pode até ser o padrinho. – diz Dylan rindo.
- Bom, vou deixar vocês a sós. – diz Alan se levantando.
Caminhando até o balcão para pegar uma bebida, Alan se encontra com Gregory Jones:
- Agente Jones, que prazer vê-lo aqui.
- Curtindo a festa?
- Com toda certeza.
- Então aproveite enquanto pode, pois temos que continuar o trabalho.
 - Relaxe um pouco, Jones. Você é sempre tão rígido.
- Estou apenas cumprindo o meu trabalho, que é supervisionar você e trabalhar com você para completar suas missões. E no momento sua missão é deter Karen Witwer.
- Ela matou mais alguém?
- Ainda não. Depois do New Life ela não deu mais sinal de vida, mas temos que detê-la e logo.
- E quanto ao Granger? Quando poderei matá-lo?
- Ele não é a prioridade ainda, Witwer é.
- Por que não?
- Acho que Ford já deixou bem claro que ainda não é o momento, principalmente porque vocês dois irão trabalhar juntos.
- Então que essa missão espere. Hoje vamos só aproveitar a festa. – diz ele rindo.

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